Desabafo do escritor

 

Induzem-me a não escrever

Porém, escrevo...

 

Minha mão trêmula e frívola

Teima em comandar

O objeto da escrita,

Que se debruça sobre a folha

Pálida e sem vida,

Dando um novo sentido

A essa folha vazia.

 

Sentido ora bem entendido,

Ora mal sucedido.

Porém, escrevo...

 

O ato de escrever

É o reflexo do interior.

Sentimentos apreendidos

Afloram-se naturalmente,

Entrelaçando no balé das letras

Que se alinham na quietude das linhas,

Alimentando-as com vigor.

 

O suicídio da alma faminta

Em mostrar o seu fulgor,

É o ato da não escrita.

E por isso... Escrevo.

(Lubarrel)

(DIREITOS AUTORAIS RESERVADOS)